da série poemas ordinários

 

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Campo de trigo com corvos, Van Gogh

 

quando o mundo avança sobre mim

e não há esperança de alçar voo

nem a oração me dá conforto

então é o tempo de ceder à vida

 

invejo só um céu que me deslumbre

a nuvem em que nasci virou chorume

sobre a minha cabeça paira a guerra

e aos corvos nutrem minhas penas

 

de olhos baços quis o infinito mas

não sou suficientemente rijo nem

tenho o instinto que me valha sem

minha alma encalho e digo morte vem

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